
Porque há dias em que mandar tudo pro inferno e ir tomar banho de chuva no Forte São Marcelo às 11h da manhã é a MELHOR PEDIDA DO MUNDO!!! 'Cause I've got too much life
running through my veins! Rééééé!

Eu adquiri uma mania muito mongol: tirar foto de tudo o que eu vejo de tema pra post. Então preciso andar com Great Barrington (minha câmera digital tem nome, sou retardada) a tiracolo. E eu tiro foto de tudo e tenho uma pasta chamada "posts", porque pretendo escrever sobre tudo o que está fotograficamente registrado. Tanto que eu não venho escrever com temas prontos, eu olho as fotos, escolho e elaboro o texto.
Enfim, não importa. O fato é que eu registrei esse momento acima ano passado, no fim da tarde, no estacionamento de uma Universidade aqui em Salvador. E como eu e minha amiga Juliana Sales Correia nada temos a fazer, passamos nossas horas vagas escrevendo críticas sobre maneiras, digamos assim, "peculiares" com as quais as pessoas gostam de estacionar seus carros. As vezes é mesmo pura filhadaputagem [nestas seções encontram-se, dentre vários exemplos, os que estacionam tomando duas vagas]. E caso algum dia vocês vejam um bilhete num limpador de parabrisas dizendo "senso de coletividade e noção de espaço mandam muitos beijos pra você =)", tenham certeza de que fui eu que deixei. Adoro fazer isso. Odeio gente folgada.
Mas nem sempre as pessoas fazem isso por maldade, né mesmo? Fazem porque muitas vezes existe mesmo uma dificuldade e eu compreendo. E eu acredito que a foto acima não represente maldade, mas sim um processo Piagetiano de aprendizagem. Tirei fotos da minha primeira baliza, da minha primeira estacionada de ré, etc - e considero uma vitória esse processo diário de adquirir prática ao volante através da desequilibração, considero mesmo, porque eu sofri pra tirar habilitação: tive que fazer o exame prático 3 vezes pra passar. Não me condenem, foi em Narandiba, vocês não tem noção do que é aquilo! Ribeira é sopa no mel.
O fato, amigos, é que... o pitoco deixa uma inclinação meio notável no veículo - e um belo desnível na hora em que o motorista vai descer do carro. E fiquei meio chocada, incrédula, etc, sobretudo em ver que a pessoa NÃO PERCEBEU que o carro tava meio fora do lugar e deixou ele assim.
Sem mais. Não me achem antipática, sou só excessivamente observadora. E eu vou ali colocar Great Barrington pra carregar... senão vocês ficam sem ter o que ler.
Acorde cedo com muita dor de garganta. Pense se vai pra aula ou não. Decida ir. Elabore uma síntese sobre as aulas que terá no dia e constate que nenhuma vale a pena. Fique com raiva por ter que ir, uma vez que o intercâmbio te deixou cheia de faltas e que por isso você não pode faltar. Tire a remela, escove os dentes. Abra seu armário/closet e escolha uma roupa condizente com seu estado de espírito. Escolha, portanto, um vestido velho e folgado. Nem tome banho, simplesmente passe desodorante e Victoria's Secret pelo corpo e coloque o vestido. Olhe-se no espelho e analise se é um dia em que vale a pena ou não pentear o cabelo. Constate que é, apesar dos pesares, porque senão ele embola. Passe uma escova no cabelo, pegue um tic tac e jogue a franja pra trás, de modo a confeccionar um penteado "mamãe quero ser yorkshire" - o mais prático e menos trabalhoso. Olhe no relógio e constate que está atrasado. Olhe para os seus relógios e pegue o primeiro que você achar conveniente, dessa vez não deve haver preocupação em combiná-lo com sapato e acessórios. Olhe para os seus sapatos e escolha o mais fácil de calçar, no caso, uma sandália do tipo havaiana. Não mude de bolsa, vá com a de sempre. Não coloque acessórios e ponha um brinco apenas para desencargo de consciência. Dirija até a faculdade, estacione o carro, abra sua bolsa de maquiagem e dê um jeito nas olheiras. Esqueça todos os utensílios que normalmente você usa, como base, lápis, blush, rímel e gloss. Hoje você está baranga por opção. Passe apenas corretivo sob os olhos. Segure na mão de Deus e vá. Suba e descubra que a primeira aula não existirá, nem nesse dia, nem nas segundas e quartas subsequentes. A aula mais desestimuladora. Morra de ódio porque você poderia estar dormindo. Desça pra comer empada e converter sua raiva em calorias excedentes. Volte pra casa com muita dor de garganta, cabeça e gripe, coloque uma roupa de mendigo e deite na cama. Constate que você está com 38,7ºC de febre e durma. Durma até às 19h. Acorde descabelada e vá dar um rolé pelo apartamento com suas roupas de mendigo. Descubra que há visitas em casa e que você está com muita dor. Para isso, tome uns 3 comprimidos [Dramin included] para dormir de novo. Depois, um pouco alterada, escreva no blog. E você estará bela e radiante, depois de um dia inteiro de cão.
Ok, admito. Esse post tá uma merda.
Vocês, pessoas que sabem, já se deram conta da magia enlouquecedora que é dirigir? Vocês se lembram do início, quando estavam aprendendo, como era difícil coordenar as tarefas? Eu lembro. Mas, pra quem não lembra, vou descrever.
Desengrena a marcha, liga o carro - senão ele pula, né mesmo? Pisa na embreagem e no freio, passa a primeira marcha, solta o freio de mão. Solta aos poucos a embreagem e tira o pé do freio pra começar a pisar devagar no acelerador. Coordena os movimentos, o carro ganha aceleração. Aumenta a rotação, passa a segunda marcha - e assim se sucede a medida em que a velocidade aumenta. Pra parar, pisa levemente no freio e pisa fundo na embreagem. Nesse ínterim, você precisa prestar atenção, porque o carro do seu lado está mudando de faixa e não está te vendo. Você pisa no freio, pisa na embreagem, reduz a marcha, buzina, olha pro retrovisor pra ver se há possibilidade de mudar de faixa sem colidir com ninguém - se houver, liga a seta e muda. Se não houver, decide se há tempo pra acelerar ou se é melhor reduzir. E enquanto tudo isso acontece, você ainda está prestando atenção no cara que está invadindo sua faixa. Daí você continua andando, aparece uma lombada - que normalmente surge do além, sem placas de sinalização em volta. Se você avistá-la a tempo, tem tempo apenas para analisar se é uma lombada na qual o seu carro passa em 1ª ou 2ª marcha, se precisa passar muito devagar pra não pegar na parte de baixo, se tem gente em volta querendo aproveitar a sua lentidão pra atravessar na frente dela. Daí você reduz, pisa no freio e na embreagem, diminui a marcha e passa lentamente, atento ao entorno e novamente no processo de alimentar o motor na proporção em que ele demanda. E isso tudo se dá em 10 segundos. De repente começa a chover. E além de tudo, você precisa prestar atenção à intensidade da chuva, pra regular seu limpador de acordo com ela. E agora, além do cara que está querendo mudar de faixa do seu lado, há também atenção aos pedestres na rua (que você não pode molhar, porque é uma bela sacanagem) e aos pontos de alagamento nos quais seu Palio 1.0 não passa com êxito. Some a isso a pista molhada, na qual os pneus derrapam, e os carros que jogam água em seu parabrisas (enquanto o cara tá querendo mudar de faixa!). Outro desafio é estacionar. Em menos de 10 segundos (com direção hidráulica - 30 segundos sem direção hidráulica) somos capazes de estacionar de ré ou de fazer uma baliza. E quanta coisa é necessária pra esses 10-30 segundos de estacionamento! Coordenar os pedais da embreagem e do freio, de modo a não bater nos carros ao redor, enquanto ao mesmo tempo coordenamos os espelhos (eu, pelo menos, não olho pra trás, só uso os espelhos) e calculamos milimetricamente os giros no volante. Cortar uma pista requer o melhor da física e da matemática: em milésimos de segundos temos que traçar um plano que envolve sincronizar os movimentos dos pés, observar os perigos do entorno e a velocidade média que precisaremos atingir para que o seu carro corresponda com a velocidade média dos carros que estão vindo perpendicularmente a você - porque o cara que quer mudar de faixa tá vindo de lá e você precisa pensar rápido! E enquanto lutamos com o nosso motor 1.0, temos que aumentar as marchas e girar o volante.
O êxtase de todo motorista é a decisão a tomar quando a colisão se mostra inevitável. Essa é a pior, porque o fato de não dar tempo pra calcular e planejar não a torna racional nem matemática, mas sim instintiva - e muitas vezes esse ato levado pelo instinto pode não dar certo. Posso atestar. Ano passado eu estava voltando 2h da manhã (horário em que sinais de trânsito são deliberada e permitidamente desrespeitados - desrespeito condicionado às reduções de velocidade) duma temakeria e, num cruzamento entre a Rua Amazonas e a Rua Bahia - em que há um sinal e que estava aberto para mim - reduzi e observei o entorno. Eu estava na Amazonas. A Hilux branca estava na Bahia. E não estava NADA reduzida... e não reduziu. E eu vi que ia bater. E, sem nem ter tempo pra pensar, acelerei toda a potência do meu 1.0 pra sair do caminho dela. Mas ainda assim bateu, levou a lateral direita do meu parachoque traseiro e uma parte embaixo da lanterna. E a Hilux, muito humana e provavelmente nada alcoolizada, foi embora... enquanto eu encostei na frente de um prédio pra me tremer e chorar. E tudo isso, eu juro, aconteceu em segundos. Pouquíssimos segundos.
E enquanto TUDO ISSO acontece, ainda trocamos de CD ou mudamos de musica no ipod/mp3 ligado no som do carro! Ou mudamos da Band News FM pra Rádio Metrópole. Atendemos celular, digitamos mensagens de texto, passamos brilho labial, cantamos, conversamos e batucamos!
Eu poderia passar a noite aqui narrando momentos, mas o fato, amigos, é que somos heróis anônimos! Olhem quanta coisa a gente consegue fazer sem perceber! Somos físicos, DJs, matemáticos, senhores do tempo, maquiadores, telefonistas, pessoas intelectuais, the flashes! Somos uma raça inigualável que conseguiu automatizar processos delicados e minimalistas! Somos deuses, somos magos, somos surpreendentes!
Isso tudo porque eu não mencionei a pior raça: os que estão na sua frente e não tem luz de freio.
Nada a declarar. Aliás, tudo a declarar, mas não vou declarar. Só sei que o jantar no Outback ao qual fui convidada [vide post anterior] rendeu. Até demais. Eu volto uma hora dessas pra postar. Tenho uma fila de posts. Nenhum útil ou interessante, como sempre, mas são posts. Só vim agora mostrar não muito orgulhosamente meu copo de chopp de ontem. Um dos copos de chopp de ontem.
Estou com vergonha de mim mesma.
Por mais que quase ninguém aqui se interesse pela minha vida, tô hoje no speed do "fuck off, o blog é meu e vou narrar minhas frivolidades, se tá aqui é porque gosta".
Da última vez que fui em Porto Seguro, há um mês atrás, minha ex-sogrinha me disse uma coisa muito linda enquanto me dava uma carona no seu lindo CrossfoxStefhany... Basicamente eu disse a ela que estava feliz por ganhar uma carona tão gostosa, e ela falou "ô Xu... você é tão feliz com tão pouco...". Esse tipo de comentário é que a torna uma delícia eterna em minha vida, mas enfim, não vou falar dela senão não paro mais. Dia 21 de Agosto eu escrevo um post inteirinho pra ela. O fato é que eu sou feliz com pouco e nunca tinha reparado isso até ela [e uma sequência de muitas outras pessoas] virem me dizer. De fato, entre ganhar de presente um iphone e uma carta, prefiro uma carta - DE VERDADE. E na mesma proporção em que sou feliz com pouco, me irrito com besteira. Sou do tipo "Me traia e negociaremos. Mas pise no meu sapato novo da Nine West e eu espanco você". Então... sabem quando vocês acordam e os fatos do decorrer do dia te fazem acreditar que Deus tirou umas horas de folga só pra te sacanear? Por mais que esses fatos sejam imbecis, eu tenho uma capacidade mágica de transformá-los em um dia inteiro de mau humor. Pois é. Eu estava me sentindo meio assim desde segunda feira. Vamos destrinchar cronologicamente?
SEGUNDA FEIRA:
A zica começou cedo. Claro, tinha que ser comigo. Saí de casa no horário de sempre pra ir pra faculdade, fui. Cheguei lá, entrei na fila... quando estavam faltando uns 4 carros pra eu entrar, o cara vira a placa mais odiada e sem cabimento de todas as placas da placolândia: "Lotado - Dirija-se ao Suarez Trade ou ao Centro Empresarial Iguatemi". Ou seja, não tinha mais vaga no estacionamento... tipos... 7h da manhã. Por que? Shopping Unifacs rolando dentro de um estacionamento. Um ser humano normal faz o que? Sai da fila, acha uma vaga na rua e vai a pé, feliz e contente. Simone faz o quê? Solta um palavrão, quase bate o carro pra sair da fila e rosna até chegar na sala de aula. Porque o carro tá na rua, porque o carro tá no sol, porque a SET sai multando todo mundo quando quer, porque meio-dia vai estar um inferno de quente pra ir andando até tão longe, etc. E isso faz o dia ser de intenso mau humor.
TERÇA FEIRA:
Me tornei uma mocinha esperta e saí de casa 6:20 da manhã, pra não correr riscos. Acho que quase todo mundo teve a minha idéia, mas consegui a vaga. Tudo ótimo, assisto aula, recebo por msg de celular um convite de um amigo pra jantar no Outback, felicidade, etc. No me gusta ficar de tarde na faculdade, mas eu tinha que ficar por causa de um trabalho. Beleza, com meus amigos por perto eu fico até horas seguidas na aula de Desenvolvimento III. Eis que roubam meu celular. Eu sei, eu sei, vocês já sabem disso. E aí da-lhe a ir pra delegacia na Magalhães Neto, da-lhe ir na TIM pra gastar mais dinheiro pra comprar aparelho novo e recuperar o chip, da-lhe a escrever e-mail revoltado pra ouvidoria, etc etc. E, por incrível que pareça, embora isso tenha me deixado meio atordoada e triste, não me irritou muito. Não tanto quanto estacionar o carro na rua.
QUARTA FEIRA:
Acordo. Primeiro pensamento do dia: "Shopping Unifacs is over, posso resgatar minha integridade e me dar ao luxo de sair de casa às 6:35h da manhã". Mas antes disso, tomei duas topadas fenomenais no dedo e encontrei os fios do secador e da chapinha embolados. DEUS SABE COMO EU ODEIO FIO. Tudo no mundo tinha que ser wireless, fato. Dei berros abafados dentro do banheiro, atrasada, tentando desembolar os fios. Desembolei. Certo. Desci. Lembrei que tinha que levar o laptop pra faculdade. Subi. Peguei o laptop e fui desenganchar os fios de internet, cabo de força, fone de ouvido, fio de mouse. Já eram 6:40h. No processo de Seleção Natural do estacionamento da faculdade, sobrevive quem sai de casa a tempo de chegar lá PELO MENOS 7h da manhã. Não era mais o meu caso. Guardei o laptop, desci de novo. Pessoas dirigindo vagarosamente diante de mim e eu no lifestyle de querer furar sinais vermelhos pra não juntar ao drama da topada e dos fios, o drama da segunda feira. Corri. Morri de correr. Cheguei e estacionei. Mas os fios foram suficientes pra me deixar irritada all day long. Tarde e noite com a cara no computador pra fazer slides e traduções de um filme pro trabalho do dia seguinte, cansaço mode on. O dia mais top top de todos.
QUINTA FEIRA:
Tudo muda. Tinha apresentação do filme de cognitiva, cheguei na faculdade morrendo de nervoso. Saí do carro pra procurar Juliana no estacionamento, meu brinco caiu no chão e eu perdi aquele trequinho que prende ele e pans. Ok, nada insolúvel, sempre tenho brincos sobressalentes na bolsa. Hoje eu não tinha. Pronto, começou a sacanagem com meus sentimentos. Mas o nervosismo pro trabalho tava tão intenso, que não dei muita bola. Nos reunimos, eu, Ed, Ju, Paty e meu laptop. Este último não queria ler o dvd do trabalho, que vejam só, seria apresentado... NO LAPTOP. Considerei jogar ele no chão e cuspir em cima, mas resolvi que essa não seria uma opção sábia. Resolvi então conversar com ele. Isso mesmo, queridos amigos. Conversei com o meu computador. Do mesmo jeito que converso com meu carro, minha cadela, etc. Dialoguei, disse que o amava muito e que precisava que ele fosse nosso amigo hoje. E ele foi. É incrível, conversem com seus objetos! Meu carro nunca me deixou na mão, todo dia converso com ele! Enfiiim... o trabalho era de sorteio - a professora iria sortear um membro do grupo pra apresentar o trabalho todo, sozinho. Ela entrou na sala. Meu coração começou a palpitar. Ela escreveu os nomes nos papeizinhos... meu coração ja estava saindo pela boca. Ela pediu pra Irlane sortear um papel... Irlane sorteou, fez mistério, e falou. A essa altura eu ja estava tendo síncopes. E ela falou: "Juliana". Eu juro: foi a fração de segundo mais extasiante dos meus últimos 22 anos. E depois disso, fui feliz. Incondicionalmente feliz. Verdadeiramente feliz. Feliz pra sempre!
Eu sei, são motivos idiotas. Mas, como rege o princípio da psicologia, a dor psíquica é idiossincrática, não importa a intensidade ou o motivo. Se uma pessoa sofre por algo, por mais besta que seja, merece atenção. Então me deixem ser infeliz com minhas topadas, feliz com minhas caronas, e assim caminharemos juntos!
Beijo pra quem leu até aqui!
Em primeiro lugar, gostaria de dizer que estou muito triste pelo que o senhor fez hoje comigo! Roubar celulares de pessoas que estudam na mesma instituição de ensino que vossa senhoria não é algo sábio, bem como não é algo ético. Pressupõe-se que alguém que pode pagar, na mais barata das hipóteses, 700 Reais numa mensalidade, não precise efetuar furtos para satisfazer seus desejos de consumo. Gostaria de dizer também que o seu ato reverberou negativamente na vida de terceiros, uma vez que eu tive que passar toda uma tarde numa delegacia para poder prestar queixa do ocorrido, e isso fez com que toda a producência do meu trabalho de Psicologia Cognitiva fosse por água abaixo. Ah, quero avisar também que meu querido pai chegou a uma reunião com duas horas de atraso, uma vez que ele estava me auxiliando na resolução dos problemas que o senhor me causou.
Em segundo lugar, gostaria de notificar que o senhor é muito burro. Convenhamos né, senhor ladrão... Uma pessoa que rouba o celular de outra não pode fazer ligações do mesmo, ainda mais ele sendo pós-pago e gerador de uma conta detalhada no fim do mês - a qual será delicadamente avaliada, de modo a ter as ligações do dia de hoje devidamente rastreadas e, os números de destino pros quais o senhor ligou, investigados! E acredite, eu vou até o fim do mundo pra descobrir, o senhor não me conhece!
Em terceiro lugar, gostaria de parabenizá-lo, por vários motivos. O senhor fez uma boa escolha, o aparelho realmente é excepcional, foi um furto de muito bom gosto - Bubblebreaker é o melhor jogo e tem uns toques muito legais que baixei nele, fikdik! Gostaria também de congratulá-lo, senhor ladrão, pela sua agilidade! Foram menos de dois minutos que passei longe da mesa da biblioteca em que se encontravam os meus pertences e o senhor conseguiu mostrar uma agilidade de Power Ranger! Isso prova que a sua experiência na área de subtração de bens alheios é realmente muito vasta e o seu portfólio deve ser impressionante! Creio que o senhor também está envolvido no roubo de textos da xerox e de tachinhas dos quadros de avisos, o que te torna ainda mais competente e adorável!
Em quarto lugar, quero te agradecer. Quero agradecer encarecidamente por não ter roubado o meu laptop, que também estava em cima da mesa no rápido momento em que o senhor expôs toda a sua competência, agilidade e malemolência. Creio que deve ter sido uma escolha difícil e que o senhor, experiente como é, optou pelo objeto que chamaria menos atenção na hora da fuga e, por conseguinte, geraria menos escândalo da minha parte, uma vez que o senhor provavelmente notou que eu estava por perto. Quero agradecer também pela DE-LI-CI-O-SA sensação de acordar com um Samsung i617 e dormir com um V3. Ok, o V3 é rosa, é lindo... mas é Motorola. Senhor ladrão, nem te conto... tenho problemas sérios com Motorolas. O senhor, como um expert na área, tem preferência por quais marcas? Quero um referencial! Só peguei o V3 porque era o menos caro entre os legais da loja. Mas o senhor, como ladrão especializado em smartphones, há de convir que não há nada mais desestimulante do que esse, digamos assim, retrocesso.
Em quinto lugar, quero avisar que o senhor se fodeu, por dois motivos muito simples. Primeiro, saiba que ainda que você continue um meliante anônimo, a Unifacs INTEIRA vai tomar conhecimento da existência de um LADRÃO na biblioteca. Veja só, se a polícia já tem, porque o resto da faculdade não teria? E a maior punição que o senhor terá não partirá de mim, mas sim de sua consciência, porque todos os dias, até o fim da sua vida, o senhor SERÁ um ladrão - porque ainda que o resto do mundo não saiba, VOCÊ vai saber. E vai saber também que nunca terá moral alguma para questionar nada que beire o ilícito. O segundo motivo é que tanto o chip quanto o APARELHO estão devidamente bloqueados, de modo que o magnânimo smartphone que o senhor se deu ao trabalho de manchar sua índole por, se tornou meramente decorativo e para fins de foto, jogo e despertador.
Diante de tudo isso, senhor ladrão, fico feliz com uma coisa! O senhor me fez descobrir algo muito legal chamado TIM Agenda, que funciona para clientes pós-pagos com chip de 128k, e que restaura diretamente do site da TIM a agenda de telefones INTEIRA!!! Ou seja, meus 202 contatos foram retransferidos pro meu chip sem esforço algum, graças às inovações tecnológicas da contemporaneidade! Tá vendo como a gente aprende mesmo com TUDO o que acontece nessa vida?
Bom, Senhor Ladrão... espero ter me feito entender. Espero também que o senhor faça um bom uso e consiga quebrar o meu recorde de 966 pontos no Bubblebreaker! Caso consiga, me adicione no orkut (ou siga no twitter, @simonebrasil, como preferir) e me conte como fez!
Atenciosamente,
Simone Brasil.
In Memorian.

Todo mundo no mundo já conhece a história desse cartão de embarque aí em cima. Foi de uma viagem que eu fiz pra Porto Alegre 4 meses antes do avião da TAM bater em São Paulo, em julho de 2007... e eu peguei o mesmo vôo, o 3054. E esse é o meu cartão de embarque, numa versão meio apagada e velha.
Pois bem... o fato é que, depois dessa coincidência [infeliz ou não], eu passei a ficar meio verdadeiramente chocada com acidentes aéreos... de todo tipo, em qualquer lugar, seja qual for a proporção. Eu já sonhei umas 5 ou 6 vezes com aviões caindo - e eu sempre estava como observadora da situação - e é horrível, angustiante. E como ultimamente eu tenho viajado de avião mais ou menos uma vez por mês, o choque fica triplicado, porque eu sempre imagino toda a situação de quem tava ali e sempre me vejo no lugar daquelas pessoas. E sempre, claro, imaginando que vai acontecer comigo.
Ó, sei lá... tô chocada com esse avião da Air France que desapareceu/explodiu/caiu/nãosei. E, já que aconteceu, que pelo menos existam vidas - de preferência muitas.
Até.